Estamos (sempre, já que quem faz este site sou eu e sou muito preguiçosa) em construção. Por favor, seja paciente.
 
Foto por Bruno Ferrante
Ainda criança, brincando de cantar, Barbara começou a receber os primeiros elogios por sua afinação. Aos 17 anos, em um intercâmbio nos EUA, passou a dedicar mais tempo a trabalhar seus vocais. "Podíamos escolher as matérias para estudar. Coral é uma matéria da grade regular e era uma maneira fácil de matar aula", brinca. A diversão passou a ser levada a sério quando evoluiu para o profissional.

Ao retornar ao Brasil, participou do hoje extinto Coral Teatro Guaíra, no qual desenvolveu suas habilidades vocais sob os cuidados do maestro Emanuel Martinez e do técnico vocal Pedro Gória. Foram aproximadamente oito anos de experiência, estudo, aprimoramento e prazer de cantar.

A composição

Paralelamente, Barbara aproveitava o aprendizado musical para exercitar sua vertente poética na composição. O processo? Simples: "Me sento em frente ao piano com um pedaço de letra na cabeça, às vezes nem isso, começo a teclar e sempre sai alguma coisa", explica.

Barbara tem um arquivo de trechos no qual volta e meia acrescenta algo e, com o passar do tempo, não raro está com músicas inteiras. "Veja bem, eu sou mulherzinha. É claro que falo de menininhos e sentimentos, oras. Acumulo pedacinhos de idéias até que uma hora sento e transformo aquilo em um todo".

O CD

No início de 2007 surgiu a oportunidade de gravar um cd. Barbara fez um clip caseiro, com pouca produção, e colocou no You Tube. Logo virou hit entre os conhecidos e ela ganhou um fã inesperado: seu avô, Emilio Gomes. Ele quis saber se ela tinha mais músicas. Diante da afirmativa, resolveu patrocinar a gravação do primeiro cd.

Foi assim que as músicas saíram da gaveta e o que era para ser só uma demo com três músicas, virou um cd completo, com doze, entitulado Wide open. Sua formação lírica fica evidenciada nas canções. Dona de uma voz marcante e potente, ela fala com displicência das óperas que participou, como se fossem rotina. "Fiz La Traviatta, Aída, Carmina Burana, Carmen, a Nona de Beethoven... Mas a que mais gostei foi a Missa em Dó Menor, de Mozart. Sei de cor até hoje".

Foto por Bruno Ferrante

A produção

Fã do canto lírico, dos jogos de vozes e dos backing vocals, Barbara trabalhou quase todas as vozes em seu cd. A produção - e quase todos os instrumentos – ficaram a cargo do produtor argentino Jorge Falcón. Foi com a experiência dele - e muita conversa - que definiram como seria o arranjo de cada canção.

Se fosse por Barbara, seriam quatro álbuns: este, um só de voz, um de voz e piano, e um último com um quarteto de cordas. "Minha experiência fez com que eu acabasse desenvolvendo um pouco mais o ouvido para os arranjos e instrumentos mais clássicos, e principalmente os jogos de vozes, que são a parte que mais gosto de trabalhar", finaliza.